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Cuiabá, Mato Grosso, Brazil
Curso de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso. Criado em 1976, seu corpo docente altamente qualificado ocupa crescentes espaços na pesquisa geológica do Centro-Oeste, recebendo e formando estudantes provenientes de todas as regiões do Brasil e de diversos outros países. O atual Coordenador de Ensino de Graduação em Geologia é o Prof. Dr. Jackson Douglas Silva da Paz.

13 de junho de 2012

Geologia, petrografia e geoquímica do Complexo Metamórfico Rio Apa na Região de Porto Murtinho-MS
TCC 2011 | Resumo

Gustavo Zenardi de Campos

Orientação:
Profa. Dra. Maria Zélia Aguiar de Sousa
Prof. Dr. Amarildo Salina Ruiz

Este trabalho apresenta os resultados do mapeamento e caracterização geológica de uma área com 410 km², localizada no Terreno Rio Apa, porção Sul do Cráton Amazônico, nas proximidades do município de Porto Murtinho, sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul. O alvo principal desse trabalho é a caracterização do Gnaisse Porto Murtinho e de três corpos da Suíte Intrusiva Alumiador (granitos Jatobá, Piatã e São Francisco), que são as unidades mais representativas da área de pesquisa, bem como, o estudo dos diques máficos da Suíte Intrusiva Rio Perdido. O Gnaisse Porto Murtinho foi caracterizado como ortoderivado e é marcado pela presença de bandamentos formados pela intercalação de níveis félsicos e máficos que evidenciam efeitos de polideformação. O Granito Jatobá foi classificado como Hornblenda-biotita-sienogranito, e consiste de rochas leucocráticas, de cor rosa, textura fanerítica inequigranular média a grossa a porfirítica, apresentando em torno de 30% de agregados máficos. O Granito Piatã foi subdividido em duas fácies, uma granodiorítica e outra sienogranítica, formadas por rochas leucocráticas a hololeucocráticas de cor cinza, textura equi a inequigranular fina a média a porfirítica, por vezes, pegmatítica. O Granito São Francisco é composto por rochas leucocráticas, de cor rosa a vermelha, textura inequigranular fina a média até porfirítica, que podem ser agrupadas em duas fácies de composição monzogranítica, uma de granulação média e outra muito fina. Os diques máficos são intrusivos no Gnaisse Porto Murtinho e no Granito Piatã e compreendem rochas maciças de cor cinza-escuro e composição gabróica predominantemente equigranular fino com textura ofítica a subofítica. Geoquimicamente, as rochas da Suíte Intrusiva Alumiador e Gnaisse Porto Murtinho classificam-se como riolitos, enquanto os litotipos máficos caracterizam-se como basaltos. O magmatismo que originou as rochas ácidas foi classificado como cálcio-alcalino de alto a médio K, peraluminoso, enquanto o que gerou os diabásios é caracterizado como alcalino e metaluminoso, tendo sido colocados em ambiente de arco magmático. Na área de estudo foram identificados e caracterizados três eventos de deformação dúctil (Fn-1), dúctil-rúptil (Fn) e rúptil-dúctil (Fn+1). O mais antigo, Fn-1, desenvolvido em regime compressivo, é responsável por um metamorfismo da fácies anfibolito e pela geração do bandamento gnaissico. Fn afetou tanto o Gnaisse Porto Murtinho, quanto os granitos da Suíte Intrusiva Alumiador e imprimiu uma foliação de direção SEE e dobras no bandamento gnáissico. A terceira fase, Fn+1, foi responsável por um metamorfismo em nível crustal muito raso, com um comportamento mecânico dominado por desenvolvimento de estruturas rúpteis e mais raramente dúcteis, gerando alterações minerais e reações retrometamórficas.


CAMPOS, Gustavo Zenardi. Geologia, petrografia e geoquímica do Complexo Metamórfico Rio Apa na Região de Porto Murtinho –MS. 2011, 80 f. Monografia (Graduação em Geologia) – Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

Caracterização petrográfica e geoquímica dos diques máficos do Município de Vila Rica, nordeste de Mato Grosso
TCC 2011 | Resumo

Luana Laiame de Oliveira

Orientação:
Prof. Dr. Paulo César Corrêa da Costa

Os enxames de diques máficos constituem estruturas conhecidas em todos os continentes, de dimensões variando de dezenas a centenas de quilômetros. Os diques máficos que afloram na região de Vila Rica - MT, estão posicionados geotectonicamente na porção sudeste do Cráton Amazônico, Província Amazônia Central (Tassinari & Macambira 1999). Neste trabalho serão apresentados os dados da geologia de campo, resultados de análises petrográficas e geoquímicas dos diques máficos da região de Vila Rica. O objetivo do Trabalho foi o de contribuir para o conhecimento geológico, caracterização petrográfica e geoquímica desses diques. Por meio dos trabalhos, foi possível identificar os seguintes litotipos: Suíte Intrusiva Vila Rica, Gabro Santa Inês, Suíte Intrusiva Rio Dourado e Diques Máficos. A Suíte Intrusiva Vila Rica ocorre em forma de blocos e morrotes. Apresenta cor cinza, granulação média, textura inequigranular e hipidiomórfica a xenomórfica, e sua mineralogia consiste de quartzo, feldspato alcalino, plagioclásio, biotita e opacos. É classificada como monzogranito com variações pequenas para granodiorito. A Suíte Intrusiva Rio Dourado ocorre em forma de blocos e morrotes suaves. Apresenta cor rosa, granulação média a grossa, textura equigranular e por vezes porfirítica. Sua mineralogia consiste de quartzo, feldspato alcalino, plagioclásio e opacos. É classificada como sienogranito. O Gabro Santa Inês ocorre em forma de blocos e lajeados. Apresenta cor verde escuro a verde acinzentado, granulação média a muito grossa, textura equigranular e por vezes porfirítica. Sua mineralogia consiste de anfibólio, plagioclásio, piroxênio, sulfetos disseminados. Acamamento críptico e rítmico são estruturas presentes. Os diques de diabásio ocorrem intrudidos nos granitos da Suíte Intrusiva Rio Dourado e Suíte Intrusiva Vila Rica, preferencialmente na direção N35-50E, ocorrem na forma de blocos e lajeados com dimensões que variam de 20 a 50 m de espessura e dezenas a centenas de comprimento. Apresenta cor cinza a cinza escuro, granulação muito fina a média, texturas equigranular, intergranular, ofítica, subofítica e intercrescimentos granofíricos, estrutura maciça, possui leve magnetismo e baixo grau de alteração. Sua mineralogia consiste de plagioclásio, piroxênio, anfibólio, minerais de alteração e opacos que ocorrem em forma de sulfetos e óxidos disseminados. O resultado da análise geoquímica visou à quantificação dos elementos maiores e traços, e por meio desses dados geoquímicos foram confeccionados os diagramas de classificação geoquímica, mobilização, variação, multielementar e discriminantes para ambiente geotectônico. Na área de estudo ocorrem litotipos das suítes intrusivas Vila Rica e Rio Dourado, a unidade Gabro Santa Inês, diques básicos e como embasamento as rochas Neoarqueanas do Complexo Santana do Araguaia e rochas vulcânicas do Grupo Iriri intrudidas nos granitos da Suíte Intrusiva Rio Dourado. Em campo, foram identificados 14 corpos de diques máficos. De acordo com a sua variação textural e mineralógica foram divididos em três grupos. Composicionalmente, os litotipos máficos (diabásio e hornblenda gabro) são classificados como magmas basálticos com afinidade toleítica. Os diques de diabásio apresentam características de basaltos intraplaca continental, enquanto que os hornblenda gabros, apresentam características de basaltos picrítico. As rochas não sofreram mobilizações significativas dos elementos químicos e os resultados das análises químicas obtidas refletem composições originais. Elementos maiores e traços permitiram separar os litotipos máficos em dois grupos: 1- diques de alto TiO2; 2- diques e hornblenda gabro de baixo TiO2. Quando comparados com outros diques do Cráton Amazônico, somente os diques de Nova Lacerda, mostraram-se empobrecidos em elementos incompatíveis. O comportamento geoquímico dos diques de alto e baixo TiO2 apresentam padrões entre E-MORB e OIB, com maior tendência para OIB. E por fim, observa-se que as semelhanças geoquímicas entre os diques do Cráton Amazônico sugerem que a colocação dos diques máficos de Vila Rica ocorreram em ambiente continental intracratônico, enquanto que os hornblenda gabros representariam um ambiente tipo MORB.


OLIVEIRA, Luana Laiame. Caracterização petrográfica e geoquímica dos diques máficos do Município de Vila Rica, nordeste de Mato Grosso. 2011, 69 f. Monografia (Graduação em Geologia) – Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

Contexto estratigráfico e deposicional das rochas carbonáticas associadas aos depósitos glaciogênicos do Grupo Cuiabá (Zona Interna da Faixa Paraguai Norte, MT)
TCC 2011 | Resumo

Luciano Basílio da Silva
Vicente Borges Barbosa

Orientação:
Prof. Dr. Gerson Souza Saes

Co-orientação:
Geól. Vinicius Beal

O presente trabalho trata do estudo comparativo das características das sucessões estratigráficas, contexto tectônico e condições de metamorfismo a que foram submetidos os metassedimentos e interpretação dos ambientes deposicionais das sequências portadoras de ocorrências de rochas carbonáticas no Grupo Cuiabá, Zona Interna da Faixa Neoproterozóica Paraguai Norte. Para tanto foram investigadas três áreas separadas geograficamente por cerca de 300 km entre si onde estão expostas ocorrências ainda não mineradas (Poconé/Chumbo e Planalto da Serra) e uma frente de lavra (Calcário do Vale em Nova Xavantina). Esta ocorrência encontra-se em diferentes horizontes estratigráficos do Grupo Cuiabá, desde suas camadas mais inferiores (Formação Campina de Pedra em Chumbo) até seus pacotes mais jovens (camadas de topo da Formação Coxipó em Planalto da Serra e Nova Xavantina). Em Poconé/Chumbo as rochas carbonáticas constituem uma lente isolada de metacalcarenitos intraclásticos, espessa de cerca de 30m, no núcleo da Braquianticlinal do Bento Gomes associada a filitos e metarenitos carbonosos, metarcóseos e metagrauvacas, intensamente deformados e metamorfisados em Baixo Grau, na Zona da Biotita. Seu ambiente deposicional é interpretado como lacustre em fase rift inicial da Bacia Paraguai. Em Planalto da Serra ocorrem várias lentes de mármores microcristalinos nos flancos das anticlinais nucleadas por diamictitos cinza-esverdeados. Os mármores estão intercalados a metarcóseos e metapelitos maciços ou com laminação rítmica ambos discretamente deformados, metamorfisados na Zona da Clorita e seu ambiente deposicional é interpretado como uma plataforma marinha rasa com periódicos eventos de fluxos gravitacionais subaquosos, em uma bacia de margem passiva. Na região de Nova Xavantina as rochas carbonáticas são mármores dolomíticos intraclásticos, pretos e azulados, com areia de quartzo detrítico dispersa na rocha. Apresentam deformação discreta, metamorfismo na Zona da Clorita e estão associados a metapelitos laminados ou maciços, metarenitos ferruginosos e metadiamictitos. O ambiente deposicional é sugerido como marinho raso a costeiro em bacia de margem passiva a semelhança dos carbonatos de Planalto da Serra. Os resultados alcançados permitem sugerir que nenhuma das ocorrências estudadas está associada diretamente com depósitos glaciais como aventado por diversos autores, sendo as rochas da Formação Campina de Pedra em Chumbo, depositadas em uma fase pré-glacial em clima tropical e as ocorrências de Planalto da Serra e Nova Xavantina, acumuladas em margem passiva após o clímax da atividade glacial da porção média do Grupo Cuiabá (Fácies Engenho), os diamictitos representando a ressedimentação destes depósitos por efeito do soerguimento glácio-eutático das bordas da bacia após a retração das massas de gelo no final da glaciação marinoana.


SILVA, Luciano Basílio da; BARBOSA, Vicente Borges. Contexto estratigráfico e deposicional das rochas carbonáticas associadas aos depósitos glaciogênicos do Grupo Cuiabá (zona interna da Faixa Paraguai Norte, MT). 2011, 67 f. Monografia (Graduação em Geologia) – Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

Mapeamento geológico em escala de 1:10.000 do vale do Córrego Santo Antônio, Nova Xavantina-MT
TCC 2011 | Resumo

Diogo Callori
Matteus Guilherme Maronesi

Orientação:
Prof. Dr. Carlos Humberto da Silva

A região do Vale do córrego do Santo Antônio, situado na cidade de Nova Xavantina na porção centro-leste do Estado de Mato Grosso é caracterizada por tipos geológicos metavulcanossedimentar. Os quais foram individualizados buscando-se entender a sequência supracrustal que ocorrem na região, ligados a mineralização aurífera. O mapeamento geológico junto com as análises petrográfica e estrutural permitiu individualizar os litotipos em sequências, propondo um empilhamento estratigráfico, na base da área ocorrem rochas metavulcânicas básicas, as quais passam a metatufos. Estas rochas são sobrepostas por metassedimentos químicos: metachert ferruginosos, metachert quartzosos, e metabifs. No topo, em discordância angular e erosiva têm-se metassedimentos clásticos psamo-pelíticos, tendo sido individualizados metassiltitos e metarenitos. Sobre esta sequência em discordância angular, erosiva, e temporal são reconhecidos arenitos. A unidade mais nova são coberturas, cobertura detrítico lateríticas e cobertura aluvionares. Associado a essa sequência Metavulcanossedimentar ocorre mineralização aurífera representada por um veio de quartzo com espessura, chegando a atingir 5 metros, subverticalizado em forma helicoidal, alcançando cerca de 3 km segundo direção preferencial ENE/WSW. A colocação do veio de quartzo principal se deu durante o evento que causou o metamorfismo e formou a foliação principal. O veio postou-se concordante com esta foliação, e foram metamorfisadas na fácies xisto-verde na zona da clorita, onde se originou os veios de quartzo auríferos e os sulfetos foram remobilizados junto com metal precioso. A área apresenta um padrão de superposição de dobras onde seus planos axiais são oblíquos.


CALLORI, Diogo; MARONESI, Matteus Guilherme. Mapeamento geológico em escala de 1:10.000 do vale do Córrego Santo Antônio, Nova Xavantina-MT. 2011, 54 f. Monografia (Graduação em Geologia) – Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

12 de junho de 2012

Geologia, análise estrutural e geoquímica da região da Vila Ponta do Aterro-MT, com ênfase nos granitos Tarumã e Morrinhos - Terreno Paraguá - SW do Cráton Amazônico
TCC 2011 | Resumo

Antonio David Passos
Corrêa Ohana França

Orientação:
Prof. Dr. Amarildo Salina Ruiz

Co-orientação:
Profa. Dra. Maria Zélia Aguiar de Souza

A região da Vila Ponta do Aterro, alvo deste estudo, está localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, no estado de Mato Grosso e é caracterizada pela ocorrência de rochas pertencentes ao Terreno Paraguá. Esta porção do estado é pouco conhecida do ponto de vista geológico, contando apenas com trabalhos de reconhecimento nas escalas 1:1.000.000 e 1:250.000, respectivamente, RADAMBRASIL (Barros et al. 1982; Del’Arco et al. 1982) e Ruiz (2005). O objetivo deste trabalho é contribuir para o entendimento da evolução geológica do embasamento gnáissico-granítico que precede a deposição do Grupo Aguapeí. A partir do mapeamento geológico sistemático na escala 1:250.000, foi possível definir que o Terreno Paraguá, na área mapeada, é constituído pelas seguintes unidades litoestratigráficas, da base para o topo: Granulito Ponta do Aterro, gnaisses Las Cruces, Matão e Triunfo, granitos Tarumã e Morrinhos, Formação Fortuna (Grupo Aguapeí), Pantanal do Guaporé e Aluviões atuais; ressalta-se que, à exceção das três últimas e do Granito Tarumã, a descrição das demais é pioneira. Propõe-se correlação litoestratigráfica e tectônica das unidades do Cráton Amazônico no Brasil, como as do oriente boliviano descritas por Litherland et al. (1986) e definidas como Complexo Granulítico Lomas Manechis, Complexo Gnáissico Chiquitania, Grupo Xistos San Ignácio e Complexo Granitoide Pensamiento, conforme a seguir: a) Granulito Ponta do Aterro – Complexo Granulítico Lomas Manechis; b) gnaisses Las Cruces, Matão e Triunfo – Complexo Gnáissico Chiquitania e, no Brasil, Suíte Intrusiva Serra do Baú (Ruiz 2005); c) granitos Tarumã e Morrinhos – Complexo Granitoide Pensamiento. Não foi encontrado em território brasileiro litotipos correspondentes ao Complexo Xistos San Ignácio localizado no oriente boliviano. Do ponto de vista deformacional a área mapeada é separada pela Zona de Cisalhamento Guaicurus em dois domínios estruturais, ambos polideformados e marcados por pelo menos três episódios de deformação dúctil, denominados F1, F2 e F3. Geoquimicamente, as rochas dos granitos Morrinhos e Tarumã classificam-se, respectivamente, como traquiandesitos e traquidacitos e como traquidacitos e riolitos, sendo o magmatismo de afinidade sub-alcalina, de natureza cálcio-alcalina de alto-K, essencialmente metaluminosa, consideradas pós-colisionais geradas em ambiente de arco magmático.


CORRÊA, Antonio David Passos; FRANÇA, Ohana. Geologia, análise estrutural e geoquímica da região da Vila Ponta do Aterro-MT, com ênfase nos granitos Tarumã e Morrinhos – Terreno Paraguá – SW do Cráton Amazônico. 2011, 73 f. Monografia (Graduação em Geologia) - Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

Integração de dados e compartimentação dos sistemas mineralizados do alinhamento Peru-Trairão - Setor leste da Província Aurífera Alta Floresta
TCC 2011 | Resumo

Leonardo Pereira da Silva

Orientação:
Dra. Márcia Aparecida Sant'ana de Barros

Co-orientação:
Dr. Antônio João Paes de Barros

A Província Aurífera Alta Floresta (PAAF), é uma das últimas grandes fronteiras exploratórias do país, onde ainda há expectativa da descoberta de depósitos minerais de classe mundial. Contudo, a província é ainda deficiente em mapeamentos geológicos de detalhe, o que dificulta análises metalogenéticas regionais, principalmente no que tange ao entendimento dos controles litológicos e estruturais e dos diversos tipos de mineralizações auríferas. O presente trabalho tem como objetivo consolidar as informações de interesse metalogenético e exploratório em um segmento da PAAF (Terreno Peixoto), visando contribuir para um melhor entendimento, em escala regional, da relação dos granitos e das mineralizações de ouro associadas. No setor leste da Província Aurífera de Alta Floresta (PAAF) as mineralizações auríferas ocorrem em veios, sistemas de veios ou disseminados. A maioria destes depósitos encontra-se limitados, e aparentemente controlados por descontinuidades estruturais, estendendo-se da região garimpeira do Trairão, a norte, até a região garimpeira do Peru, a sul. Esse alinhamento orientado NW-SE, reflete a existência vários depósitos auríferos do tipo filoneanos, na sua maioria são sub-verticais e com direções variáveis, hospedados em suítes graníticas paleoproterozóicas, provenientes de fonte crustal e arqueana e a deformação concentra-se principalmente ao longo de zonas de cisalhamento. A utilização de geotecnologias, em uma abordagem de processamento e integração de dados, agregando informações metalogenéticas dos corpos primários já conhecidos, e que serão disponibilizados na internet é algo que até então não havia sido considerado em trabalhos anteriores. Os principais resultados obtidos foram: (i) análise dos principais sistemas mineralizados dispostos no alinhamento Peru-Trairão, em especial dos sistemas Flor da Serra e Peixoto Central; (ii) uma coluna estratigráfica com a relação entre idade de formação e depósitos auríferos associados; e (iii) um banco de dados que será disponibilizado na internet, no site da METAMAT.


SILVA, Leonardo Pereira da. Integração de dados e compartimentação dos sistemas mineralizados do alinhamento Peru-Trairão – Setor leste da Província Aurífera Alta Floresta. 2011, 83 f. Monografia (Graduação em Geologia) – Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

9 de março de 2012

Ex-ministro da Educação participa hoje (09/03/2012) do Calourada em Debate

Do Portal da UFMT | 09/03/2012

A programação das atividades integradas prossegue hoje (9), às 15h30, com o Calourada em Debate, no Teatro Universitário, no campus de Cuiabá. O ex-ministro da Educação e senador Cristovam Buarque (PDT-DF), participa de uma mesa-redonda com os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT). Em pauta, educação brasileira; direitos para a juventude juventude como a garantia da meia-entrada em eventos culturais, artísticos e esportivos; combate à corrupção e a aprovação da Lei da Ficha Limpa. A entrada é um quilo de alimento não perecível, que será doado a uma instituição social.


Cristovam Buarque

Ex-ministro da Educação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003 e 2004, Cristovam Buarque implantou o programa Bolsa-Escola, quando foi governador do Distrito Federal, de 1995 a 1998. Criou a ONG Missão Criança para promover a idéia da bolsa escola no Brasil e no exterior. O programa, recomendado pela ONU, está fazendo uma revolução na educação e na luta contra a pobreza em todo o mundo. Desde 1979, é professor da Universidade de Brasília (UnB), tendo sido reitor no período 1985-1989. Trabalhou por seis anos para o Inter-American Development Bank (IADB), em Washington, DC. Autor de 19 livros publicados no Brasil, sendo dois publicados no exterior


Randolfe Rodrigues

Relator do Estatuto da Juventude, que consolida os direitos para a juventude como a garantia da meia-entrada em eventos culturais, artísticos e esportivos, o senador Randolfe Rodrigues preside a CPI do Ecad (Comissão Parlamentar de Inquérito de Escritório Central de Arrecadação dos Direitos Autorais). O parlamentar é líder do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) no Senado Federal. É membros titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC), Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE ), da Subcomissão Permanente de Segurança Pública (CCJSSP), e da CPI do Tráfico Nacional e Internacional de Pessoas no Brasil (CPITRAFPE).


Pedro Taques

Cuiabano e ex-procurador da República, Pedro Taques é conhecido pelo combate à corrupção e ao crime organizado. Renunciou a carreira jurídica para ingressar no Legislativo. É o 1º vice-líder do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Senado Federal. É membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ ), Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), Comissão Temporária Externa - Conflito agrário na divisa dos Estados do Acre, Amazonas e Rondônia (CTECONFLITO), Subcomissão Permanente de Segurança Pública (CCJSSP), Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 (CMACOPOLIM), e da Subcomissão Temporária de Acompanhamento da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (CMARIO20)

26 de fevereiro de 2012

Perfil geológico de parte do Grupo Iriri - Petrografia e geoquímica (10°37’38”/51°33’36” - 10°28’16”/51°27’45”) Província Amazônia Central - Cráton Amazônico
TCC 2011 | Resumo

Natalí Tátila M. do Nascimento

Orientação:
Profa. Dra. Márcia Aparecida de Sant’Ana Barros

Co-orientação:
Prof. Dr. Élzio da Silva Barboza

Este trabalho apresenta os resultados de um mapeamento e reconhecimento geológico da região entre Confresa e Veranópolis, nordeste de Mato Grosso.
O estudo realizado entre estas cidades permitiu a distinção das seguintes unidades litológicas:
Grupo Iriri – ocorre na área como fácies piroclásticas que apresenta brechas, lapilli – tufos, depósitos de surge e depósitos Vulcanoclásticos, associados com fácies efusiva de composição riolítica e fácies de fluxo de púmice de composição andesitica (ignibritos). Associada as vulcânicas do Grupo Iriri ocorre a Suíte Intrusiva Rio Dourado em forma de morros, colinas e apresenta textura rapakivi. Ocorre ainda na área a Suíte Intrusiva Santa Inez, representada na região por corpos dispersos de Olivina Gabros apresentando – se em forma de blocos.
Observou-se ainda que ocorrem Diques de Diabásio de idade mais jovem cortando os riolitos do Grupo Iriri.
Do ponto de vista estrutural a área está caracterizada por deformação rúptil (fraturas) a levemente dúctil de direções preferenciais NW-SE, NE-SW e NW-NE.
Em termos geoquímicos observou-se que existe uma composição andesitica nas rochas do Grupo Iriri que acompanham o padrão de rochas vulcânicas do Domo de Lava Sonho Meu, descrito por Rocha, M (2009) enquanto uma amostra de riolito mostra gap composicional em relação às outras rochas. O granito estudado mostra padrão similar aos granitos da Suíte Intrusiva Rio Dourado e comporta-se de forma similar ao riolito de Veranópolis. O gabro mostra padrão de Elementos Terras Raras similar aos gabros da Suíte Intrusiva Santa Inez.


NASCIMENTO, Natalí Tátila M. do. Perfil geológico de parte do Grupo Iriri - Petrografia e geoquímica (10°37’38”/51°33’36” - 10°28’16”/51°27’45”) Província Amazônia Central - Cráton Amazônico. 2011, 65 f. Monografia (Graduação em Geologia) - Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

Minerais acessórios dos depósitos glaciais neoproterozóicos em Mato Grosso
TCC 2011 | Resumo

Aline Maiara Marcello

Orientação:
Prof. Dr. Jackson Douglas Silva da Paz

Esta monografia é parte do pré-requisito para a apresentação do trabalho de conclusão de curso em bacharelado em Geologia pela UFMT. O objetivo deste trabalho foi a caracterização dos minerais acessórios dos depósitos glaciais neoproterozóicos na região da Baixada Cuiabana e Província Serrana, por meio de análises de minerais traços através de difratometria de raios-x, e minerais pesados por meio de separação gravimétrica em líquido denso. Foram estudadas cinco unidades estratigráficas, Grupo Cuiabá, Formação Bauxi, Formação Puga, Formação Serra do Caeté e Grupo Araras.
Da Formação Serra do Caeté foram trabalhadas onze amostras, que compreendem os litotipos ritmitos de argilito e arenito, arenitos, folhelho e ironstones. Do Grupo Cuiabá foram estudados os seguintes litotipos, metadiamictitos e filitos, em três amostras. Da Formação Bauxi foi estudado um argilito micáceo. Da Formação Puga um metadiamictito e do Grupo Araras um arenito. Estas litologias compreendem as formações Neoproterozóicas da Faixa Paraguai encontradas em território mato-grossense.
A Formação Serra do Caeté tem como minerais pesados zircão, muscovita, cianita, turmalina, scheelita, silimanita, barita, andaluzita, celestita, estaurolita, rutilo, lawsonita e opacos. A Formação Puga apresentou zircão, cianita, turmalina, silimanita, barita, andaluzita, celestita, estaurolita, rutilo, lawsonita e opacos. O Grupo Araras tem zircão, turmalina, rutilo, silimanita, andaluzita, cianita, lawsonita, augita e opacos. A Formação Bauxi: barita, silimanita, zircão, rutilo, estaurolita, celestita, estaurolita, cianita e opacos. E o Grupo Cuiabá: zircão, turmalina, rutilo, silimanita e opacos. Nota-se que formam três grupos, o primeiro constituído pelo Grupo Cuiabá, Formação Puga e Formação Serra do Caeté, o qual apresenta uma grande variedade de minerais pesados. O segundo grupo é formado pela Formação Bauxi a qual apresenta uma variedade intermediaria de minerais pesados, e por fim o Grupo Cuiabá forma o terceiro grupo, o qual possui quase que exclusivamente minerais pesados estáveis. A análise de minerais pesados destas formações concluiu que a principal fonte de sedimentos formadores da bacia foram terrenos metamórficos, o que é evidenciado pela presença de minerais como andaluzita, sillimanita, lawsonita, estaurolita e cianita.
Com os dados obtidos por difratometria de raios-x em amostra total, concluiu-se que a metodologia para a identificação de argilominerais deve ser aprimorada para as rochas da Formação Serra do Caeté a qual apresentou condrodita, walfordita, uralborita, perryita, alstonita e kamiokita, minerais traços de terrenos cristalinos não associado a argilominerais, enquanto na Formação Puga foi encontrado dickita e amesita, ambos argilominerais do grupo da caulinita. Na Formação Bauxi também foi encontrado um argilomineral a brindleyita. Os minerais traços dussertita e rudashevskita também estão presentes nesta formação. O primeiro é encontrado em zonas de oxidação de alguns depósitos de metais básicos e o segundo assim como a perryita, que foi encontrada no Grupo Araras e na Formação Serra do Caeté, são minerais exóticos cuja origem tem sido associada a meteoritos, o que demanda uma abordagem mais específica para tratar esse assunto, o que não era o foco deste trabalho. No Grupo Cuiabá foi encontrado antigorita, mineral de metamorfismo regional e de contato, e ainda caulinita e magnetita.


MARCELLO, Aline Maiara. Minerais acessórios dos depósitos glaciais neoproterozóicos em Mato Grosso. Cuiabá, 2011, 64 fls. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) - Coordenação de Ensino de Graduação em Geologia - Instituto de Ciências Exatas e da Terra - Universidade Federal de Mato Grosso.

Mapeamento lito-estrutural da região da Fazenda Cana Brava, NE de Mato Grosso, Província Amazônia Central do Cráton Amazônico
TCC 2011 | Resumo

Candido Ezequiel Ribeiro
Jonas Mangoni Rambo

Orientação:
Prof. Dr. Elzio da Silva Barboza

O objetivo deste trabalho é apresentar um conjunto de dados detalhados sobre a petrografia, geoquímica e aspectos estruturais de uma parte da Suíte Intrusiva Santa Inês, bem como estudos estruturais e petrográficos das suítes intrusivas Vila Rica e Rio Dourado na região nordeste de Mato Grosso.
A área de trabalho se localiza a aproximadamente 60 km a oeste da cidade de Vila Rica, estado do Mato Grosso. Para obtenção destes dados foi executado um mapeamento geológico em uma área de aproximadamente 86 km2 na escala 1:50.000. A área está inserida geotectonicamente no Cráton Amazônico, Província Amazônia Central, bloco Carajás-Iricoumé, região sul da área Xingu-Iricoumé. Os estudos possibilitaram definir três suítes intrusivas aflorantes na área: Suíte Intrusiva Vila Rica (SIVR), Suíte Intrusiva Rio Dourado (SIRD) e Suíte Intrusiva Santa Inês (SISI). A Suíte Intrusiva Vila Rica, de idade 1,96 Ga., (Barros et al., 2006), caracterizada como um batólito por Lacerda Filho et al. (2004), composto por monzogranitos, com textura holocristalina xenomórfica a hipidiomórfica e granulação fina a média, coloração cinza, constituídos mineralogicamente por quartzo, plagioclásio, microclina, biotita, piroxênio e anfibólio. A Suíte Intrusiva Rio Dourado (SIRD) é de composição sienogranítica e granulação média a grossa, porém há raros afloramentos em que se apresentam com granulação fina. Petrograficamente as rochas da SIRD possuem textura holocristalina xenomórfica a hipidiomórfica inequigranular. Sua mineralogia consiste de quartzo, feldspato alcalino (microlino), plagioclásio (An 40-50) e biotita. Foram identificadas duas fácies pertencentes a Suíte Intrusiva Santa Inês (SISI): a primeira e mais abundante é um hornblenda gabro e a segunda é um diorito. Apresentam uma textura predominantemente porfirítica e por vezes apresentam feições ígneas derivadas de processos de cristalização fracionada, como texturas cumuláticas. Petrologicamente é constituído por fenocristais de hornblenda em uma matriz constituída de piroxênio (diopsídio), anfibólio, plagioclásio e microclina. Em análises geoquímicas de 8 amostras da SISI, 4 deram caráter toleítico e 4 cálcio alcalino. A provável fonte geradora do magma da SISI é um magma da crosta inferior. Duas famílias de falhas transcorrentes foram identificadas na área, a primeira de direção NW-SE e caráter sinistral e a segunda de direção NE-SW e caráter destral. Essas falhas cortam todas as rochas da área, gerando duas foliações de mesma direção das falhas ao cortarem os granitos pertencentes a SIVR e SIRD.


RIBEIRO, Candido Ezequiel; RAMBO, Jonas Mangoni. Mapeamento lito-estrutural da região da Fazenda Cana Brava, NE de Mato Grosso, Província Amazônia Central do Cráton Amazônico. Cuiabá, 2011, 118 fls. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) - Coordenação de Ensino de Graduação em Geologia - Instituto de Ciências Exatas e da Terra - Universidade Federal de Mato Grosso.

Caracterização geoquímica e petrográfica preliminar do Complexo Máfico-ultramáfico Trincheira, Faixa Alto Guaporé - Distrito de Noroagro - Comodoro, Mato Grosso
TCC 2011 | Resumo

Marcelo Henrique Ribeiro da Costa
Pedro Henrique de Azevedo

Orientação:
Prof. Dr. João Batista de Matos

Co-orientação:
Prof. Dr. Amarildo Salina Ruiz

O presente trabalho apresenta os resultados obtidos através do mapeamento geológico realizado na escala 1:50.000, região do Distrito de Noroagro, Município de Comodoro – MT, no qual foram enfatizados os aspectos petrográficos macroscópicos e geoquímicos das rochas pertencentes ao Complexo Máfico-Ultramáfico Trincheira (CMUT), objeto principal deste estudo, e de suas encaixantes: Complexo Rio Galera (CRG) e Suíte Intrusiva Noroagro (SIN). Tais rochas acompanham o contexto geotectônico da Faixa Guaporé, entidade esta pertencente à Província Rondoniano-San Ignácio, sudoeste do Cráton. As rochas do CMUT constituem-se de rochas básicas com variações a localmente ultrabásicas plutônicas que ocorrem em forma de blocos rolados ou pequenos lajedos próximo a drenagens. A porcentagem em sílica para nove amostras selecionadas (entre 43% e 52%, aproximadamente), revela o caráter básico-ultrabásico de tais rochas. Os litotipos compõe-se de gabros cinza, melanocrático, holocristalino, de granulação média a grossa, podendo ou não apresentar foliação. Subordinadamente ocorrem piroxenitos cinza escuros, ultramelanocráticos, granulação grossa e estrutura cumulática. Nos diagramas binários de mg# versus elementos maiores, pode-se perceber um enriquecimento em P2O5 mostrando que tal óxido é incompatível. Já a diferenciação magmática em relação ao Al2O3 demonstra um fracionamento magmático do tipo gabro. Alguns diagramas foram utilizados para averiguações sobre os processos de alteração pós-magmáticos tais como espilitização e/ou potassificação, não tendo sido verificado que tais processos tenha afetado essas rochas. O magmatismo que gerou as rochas do CMUT é do tipo toleítico e de natureza sub-alcalina. Tectonicamente as rochas da referida unidade enquadram-se como basalto do tipo MORB (cordilheira meso-oceânica). Estruturalmente, as rochas da área de estudo apresentam evidências de pelo menos três eventos de deformação: o primeiro deles responsável pelo bandamento composicional das rochas do CRG orientado segundo um trend E-W. O segundo gerou um dobramento plano-axial desse bandamento. Por fim, o terceiro evento foi responsável pela transposição da foliação mais antiga, sendo esta orientada por um trend N-S.


COSTA, Marcelo Henrique Ribeiro da; AZEVEDO, Pedro Henrique de. Caracterização geoquímica e petrográfica preliminar do Complexo Máfico-ultramáfico Trincheira, Faixa Alto Guaporé – Distrito de Noroagro – Comodoro, Mato Grosso. Cuiabá, 2011, 61 fls. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) - Coordenação de Ensino de Graduação em Geologia - Instituto de Ciências Exatas e da Terra - Universidade Federal de Mato Grosso.

Mapeamento litoestrutural e Geoquímica do garimpo Papagaio, Província Aurífera Alta Floresta
TCC 2011 | Resumo

Gustavo Soares Quaresma
Tiago Guenji Taniuchi Hatanaka

Orientação:
Prof. Dr. Francisco Egídio Cavalcante Pinho
Prof. Dr. Élzio da Silva Barboza


O trabalho em questão aborda a geologia do garimpo do Papagaio, localizado no município de Paranaíta – MT, sendo o foco principal da pesquisa o estudo das mineralizações de ouro e suas rochas encaixantes. Apesar de a Província Aurífera Alta Floresta possuir um histórico de grande produção de ouro é carente de estudos detalhados, assim, os resultados obtidos contribuirão para uma melhor caracterização dos litotipos mineralizados e suas estruturas, que possibilitarão uma melhor compreensão da evolução geológica dos depósitos minerais da região. Para atingir tais objetivos foram utilizadas técnicas de mapeamento lito-estrutural e de geoquímica. Ao realizar as atividades de campo foi possível definir duas unidades litológicas, uma representando o Granito Teles Pires, aqui denominado Granito Papagaio unidade A e outra representada pela alteração hidrotermal deste granito, ocorrida pela ação dos fluidos mineralizantes denominada unidade B. Também foi possível observar três tipos de estruturas, onde observando a sobreposição desses eventos definimos a ordem de acontecimentos dos mesmos, onde as primeiras estruturas a serem formadas foram estruturas de cavalgamento como sigmoides e imbricamentos, com direção de vergência SW-NE e direção NW-SE, com caimento em sua maioria para NE, esses cavalgamentos são cortados por uma transcorrência que gera foliações do tipo S-C, onde’S’ possui atitudes medias N80W/60SW enquanto a foliação ‘C’ apresenta N65E/80-85SE. Essa transcorrência é responsável pela geração de um sistema de fratura complexo, onde são gerados três tipos de fraturas denominadas R, R’ e T que tem a direção variando entre os quadrantes NW e NE, com ênfase para as fraturas R canalizadora dos flúidos mineralizados. Com o uso dos dados geoquímicos conclui-se pelo ambiente intra placa continental para a colocação do corpo granítico, e que o mesmo é um representante de Granito Tipo-A Oxidado.


QUARESMA, Gustavo Soares; HATANAKA, Tiago Guenji Tamiuchi. Mapeamento litoestrutural e Geoquímica do garimpo Papagaio, Província Aurífera Alta Floresta. Cuiabá, 2011, 67 fls. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) - Coordenação de Ensino de Graduação em Geologia - Instituto de Ciências Exatas e da Terra - Universidade Federal de Mato Grosso.

Levantamento do acervo paleontológico incorporado à coleção do Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal de Mato Grosso
TCC 2011 | Resumo

Maiara Toniazzo Braga

Orientação:
Profa. Dra. Silane A. F. Caminha

Os fósseis podem ser definidos como uma das principais chaves para se conhecer o passado, ou a história do nosso planeta, sendo eles estudados pela Paleontologia. Sendo assim, conhecer os fósseis pertencentes ao acervo do Laboratório de Paleontologia contribui para o conhecimento da diversidade fossilífera da região, hoje desconhecido pela comunidade científica. A intenção desse trabalho foi caracterizar de forma qualitativa e quantitativa os fósseis pertencentes à coleção Material de Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso, disponibilizando esse estudo para a comunidade científica em geral. A maioria desse material foi coletado em aulas de campo ou foram doados ao laboratório, porém, infelizmente é comum fósseis sem informações sobre sua procedência. Nossa coleção Material de Pesquisa é constituída em sua maioria por fósseis de invertebrados, representados principalmente por Braquiópodes dos gêneros Australospirifer, Australostrophia, Chonostrophia, Derbyina, Lingula, Orbiculoidea, seguido por representantes de vertebrados da família Mesosauridae e outros. No decorrer do trabalho serão apresentadas descrições e ilustrações de alguns fósseis do acervo, considerados os mais representativos, e um “Índice” contendo todos os números de MP (Material de Pesquisa) tombados pertencentes à coleção.


BRAGA, Maiara Toniazzo. Levantamento do acervo paleontológico incorporado à coleção do Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal de Mato Grosso. 2011, 75 f. Monografia (Graduação em Geologia) - Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

Mapeamento geológico e estrutural na escala 1:100.000 na região do Rio Apiacás, Alta Floresta-MT
TCC 2011 | Resumo

Bruno de Siqueira Costa
Flávia Regina Pereira Santos

Orientação:
Prof. Dr. Carlos Humberto da Silva

O presente trabalho de conclusão de curso apresenta os resultados do mapeamento geológico, na escala 1:100.000, numa área aproximada de 1.200km2, situada na região de Alta Floreta, porção centro norte do Estado de Mato Grosso. A área de estudo está localizada na porção centro-sudoeste do Cráton Amazônico, insere-se na Província Rio Negro-Juruena dispondo-se paralelamente à Província Ventuari-Tapajós. O foco do trabalho está nas rochas do Complexo Bacaeri-Mogno, que constituem o embasamento, sendo este envolvido e cortado pelas suítes plutono-vulcânicas formadoras do Arco Magmático Juruena. As rochas deste complexo ocorrem na fácies anfibolito alto a granulito e são representadas por migmatitos, granulitos máficos, granitos e gonditos. Os migmatitos apresentam foliações parcialmente obliteradas, causado pelo processo de fusão parcial. Intrusivas nas rochas deste complexo ocorrem biotita granitos foliados, correspondentes ao Granito São Pedro, e enderbitos, associados à Suíte Intrusiva Vitória, essas rochas também foram afetadas por metamorfismo de alto grau e deformação do domínio dúctil. E também intrudido ocorre o Quartzo Álcali-feldspato Sienito, que apresenta foliação e submetido a retrometamorfismo. As rochas da região estudada são o reflexo de um processo acrescionário, este que teve início com a subducção das rochas geradas em crosta oceânica, intrusão de rochas primitivas, obducção, intrusão de biotita granitos. E posteriormente intrusão das rochas do Arco Magmático Juruena.

COSTA, Bruno de Siqueira; SANTOS, Flávia Regina Pereira. Mapeamento geológico e estrutural na escala 1:100.000 na região do Rio Apiacás, Alta Floresta-MT. 2011, 85 f. Monografia (Graduação em Geologia) - Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.

25 de fevereiro de 2012

Aviso aos alunos sobre a matrícula e os horários de disciplinas para 2012

Informo aos alunos veteranos do curso de Geologia que, por uma questão funcional, não foi possível a esta Coordenação inserir em tempo as alterações de horários das disciplinas para 2012.

Outrossim, solicito que todos façam suas matrículas regularmente, mesmo com horários não atualizados, sendo que no decorrer da semana (27/02 a 03/03) os horários deverão ser corrigidos, tão logo me seja autorizado o acesso ao sistema do portal da UFMT.

No mural da Coordenação estará disponível, para consulta, a planilha com todos os horários atualizados.

Qualquer dificuldade para inclusão de disciplinas optativas, lembro que haverá um período de ajuste de matrículas, conforme previsto no Calendário Escolar.

Interpretação do funcionamento hídrico da cobertura pedológica de duas cabeceiras de cursos d'água afluentes do Rio São Lourenço do Município de Campo Verde-MT
TCC 2011 | Resumo

Erni Barcelos Ficagna Júnior
Wellington Rezende Dias

Orientação:
Prof. Dr. Fernando Ximenes de Tavares Salomão

O rio São Lourenço tem suas principais nascentes no município de Campo Verde, em áreas de intensa exploração agrícola, motivando a realização de projetos de pesquisa voltados ao conhecimento de alterações e impactos ambientais nos recursos hídricos, com o envolvimento de professores da UFMT e alunos de graduação e pós-graduação. Este trabalho de conclusão de curso de geologia é parte integrante do Projeto "Caracterização morfopedológica e restauração ambiental de nascentes situadas no alto rio São Lourenço, Campo Verde – MT”, que se encontra em andamento, tendo por principal objetivo “Interpretação do funcionamento hídrico e da cobertura pedológica de duas cabeceiras de cursos d’água afluentes do rio São Lourenço do município de Campo Verde-MT”. O cumprimento desse objetivo envolveu a aplicação da abordagem morfopedológica com elaboração de topossequências. Após a delimitação cartográfica de duas microbacias, e de suas respectivas cabeceiras de drenagem, por meio da interpretação da imagem de satélite de alta resolução, foram realizados em campo as investigações por tradagens das coberturas pedológicas existentes nas cabeceiras de drenagem e em seu entorno, com elaboração de topossequências, partindo da posição atual das nascentes e interpretando o funcionamento hídrico. Essa interpretação permitiu demostrar alterações ambientais resultantes da ocupação antrópica, envolvendo assoreamento de parte dos solos existentes no interior das cabeceiras, rebaixamento do aquífero freático e modificação da posição das nascentes, além de levantar hipóteses sobre tipologia e origem das nascentes.


FICAGNA JÚNIOR, Erni Barcelos; DIAS, Wellington Rezende. Interpretação do funcionamento hídrico da cobertura pedológica de duas cabeceiras de cursos d'água afluentes do Rio São Lourenço do Município de Campo Verde-MT. 2011, 61 f. Monografia (Graduação em Geologia) - Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2011.